Vermelhos e Brancos de Miklós Jancsó

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O filme “Vermelhos e Brancos”, do diretor húngaro Miklós Jancsó, é um retrato extremamente amargo e negativo da Guerra Civil Russa (1918-1920). O conflito, como se sabe, foi a tentativa de retomar o governo do país pelas forças contra-revolucionárias, o qual já estava controlado pelos bolcheviques. Os enfrentamentos entre os brancos e os vermelhos provocaram um grande mazelo entre as populações locais, aumentando ainda mais as dificuldades da região após cerca de 6 anos de conflito ininterrupto (desde 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial). O episódio é, assim, a culminação deste processo de violências que assolou a Rússia no início do século XX. Por isso, a escolha do tema já revela bastante das intenções do diretor húngaro. O filme acompanha uma série de escaramuças entre os dois exércitos em torno do rio Volga. O que chama atenção, quando acompanhamos o desenvolvimento da obra, é uma espécie de ausência de acontecimentos. Não é que não acontece nada na história, pelo contrário, acontece uma série de eventos violentos, repletos de desmandos e crueldades. Porém, todas as situações se desenrolam de uma forma quase maquinal, sendo incapazes de instaurar um deslocamento do ritmo da narrativa. Este efeito maquinal é realçado pela quase inexistência de diálogos e de caracterização dos personagens – poucos são denominados pelos seus nomes. Há uma profusão de faces, quase indistintas, anuladas nos planos e no cenário do filme. O pouco que é dito, quase sempre, é dito no imperativo: são ordens, comandos de guerra, falas que não demandam respostas, apenas a obediência. De maneira análoga, os personagens não resistem ao mando, não oferecem resistência à violência que lhes é imposta. É desta falta de ação que o acontecimento, um efeito avesso ao sentido maquinal da pura sucessão de fatos, não pode se realizar. Isso provoca um forte estranhamento em nossas expectativas, parece que nada se realiza, há apenas o exercício de uma violência reiterada. Esta opção narrativa provoca a completa indistinção de todas as forças atuantes no conflito. Não há espaços para certos e errados, pois todos modelam seu comportamento segundo a mesma lógica maquinal. É muito interessante, nesse sentido, lembrar da chegada das tropas vermelhas, quase ao final do filme, no hospital que abrigava alguns feridos em combate. Após um breve enfrentamento, contra os soldados brancos na localidades, parece que algo irá ocorrer: a chegada irá impor um novo registro de ação, algo que poderia redimir a situação imposta, cravando um sentido mais profundo naquilo tudo. Entretanto, rapidamente o espectador é desenganado, pois os vermelhos apenas reiteram a mesma violência dos brancos. O episódio da guerra civil é, portanto, representado como um movimento esvaziado de sentido, pura repetição, que segue na pura sincronia das máquina. O rosto do personagem na cena final revela a impossibilidade de afirmação de qualquer ação, de um acontecimento capaz de abalar a normal repetição dos fatos. É como se olhando impassível adiante, ele se mostrasse incapaz de afirmar sua própria humanidade.

Nova Ferramenta: Scribd

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É sempre bom descobrir novas ferramentas para o Blog. A primeira vez que consegui inserir um vídeo do Youtube foi uma maravilha. Porém, havia uma questão que eu ainda não estava conseguindo solucionar: como incluir textos muito longos e com muitas notas de rodapé no blog. O layout do meu blog torna a leitura de textos muito longos (a partir de 6-7 páginas) uma experiência um pouco desagradável. Bem, muita gente acha desagradável ler textos longos em qualquer lugar, mas isso já é outro problema. Felizmente, hoje encontrei uma solução genial para a questão. Basta salvá-los em pdf e carregá-los no Scribd, um serviço muito bom para a distribuição de textos pela internet. O melhor de tudo é que posso inserir o arquivo do Scribd diretamente no blog, além de possibilitar o dowloading do arquivo para quem se interessar. Já fiz um teste, coloquei uma pequena dissertação que escrevi sobre o Rousseau e um dos seus textos mais importantes, “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”. Tudo muito eficaz e prático. Para acessar o texto no site original, com uma visualização muito maior, basta clicar na imagem.

Rousseau

História, verdade e a miséria acadêmica

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Pensava em escrever sobre o tema há algum tempo, porém nunca encontrei uma motivação que animasse esta idéia. Na última semana, aconteceu um evento que trouxe essa animação. Estas idéias estão apenas levemente esboçadas aqui, nada mais do que um ensaio prematuro. Mas, sintetizam muito bem as minhas inquietações em relação ao ofício do historiador, que não deixa de ser o meu próprio ofício. Houve um tempo no qual os historiadores acreditaram poder restituir a verdade positiva dos fatos históricos, por meio da mais rigorosa submissão do pesquisador ao documento: o historiador deveria apenas permitir que o documento relatasse, quase por si só, o que verdadeiramente ocorreu. Para tanto, foi desenvolvido um método rigoroso. Método aqui deve ser entendido puramente como o conjunto de técnicas que garantiriam a seleção mais fidedigna da documento, permitindo a exclusão de todos os registros falsos e duvidosos. Tudo que restava, quando trabalhado pelo pesquisador com imparcialidade e rigor, possibilitaria o acesso ao passado distante. O historiador era apenas um mediador entre seu tempo e o tempo que se fora. Essa visão foi duramente contestada pela história acadêmica do século XX. Esta visão historiográfica, denominada de positivista ou metódica, foi denunciada por sua perspectiva inocente e idealista. A crença na recuperação do passado tal como ele foi tornou-se extremamente questionável. No lugar dessa história que deixava os documentos falarem, surgiu a história problema. A posição exterior do pesquisador, como uma entidade que deveria apenas empregar o método científico, evitando seu próprio posicionamento, foi substituída. Assumia-se, então, que o historiador era responsável pela organização do seu discurso, ele partia de um problema determinado, que nascia do seu próprio tempo, e avançava em direção ao indômito arquivo em busca de um conjunto de materiais que pudessem atender ao seu objetivo. A seleção das fontes não se limitava apenas em separar o falso do verdadeiro, pois até mesmo o falso poderia ter sua utilidade. Ainda assim, continuou existindo uma espécie de princípio ético no trabalho do historiador: era seu compromisso com a verdade. O documento continuava sendo uma espécie de lastro, que assegurava certa autoridade ao discurso do historiador. Ele não inventava nada, apenas problematizava seu material. Este lastro é especialmente claro na história quantitativa, que fez tanto sucesso a partir da década de 1950. O historiador não falseava sua série de dados, ele a construía, analisava e a interpretava. Muita coisa mudou no reino da Clio, mas seus seguidores sempre abraçaram entusiasticamente a celebração do seu principal ídolo: o documento. Hoje em dia, a pesquisa histórica acadêmica hegemônica (não há muito mais espaço para o historiador diletante, o erudito que gasta seu tempo no estudo do passado) abraça com um vigor incrível a fé neste ídolo. Uma pesquisa que se preze nunca descuida do seu levantamento documental. Mais do que isso. Escolher um corpo documental torna-se o principal esforço de qualquer jovem historiador. Até mesmo o problema deixa de ser importante, desde que haja documentos. Afinal, ao longo da pesquisa o historiador vai ser capaz de identificar novos problemas a partir de seu trabalho. A fonte é o ponto de partida e o ponto de chegada numa curiosa lógica tautológica. A verdade, ainda que seja sempre relativizada, parcial e precário, sujeita a contínuas revisões, ainda está atrelada ao lastro documental. Esta situação provoca uma série de conseqüências práticas. Em primeiro lugar, ela permite a institucionalização de um modelo de pesquisa. Isto porque a pesquisa, quando se enquadra em uma série de técnicas precisas, pode ser repetida por qualquer um, basta o domínio adequado destas técnicas, coisa que não exige muita perspicácia. Em segundo lugar, permite a criação de trabalhos-modelos, os quais são repetidos inúmeras vezes em contextos diferentes. Em terceiro lugar, há uma super valorização dos acervos documentais, o que demanda cuidados e levantamentos minuciosos, não há nada mais precioso e inovador, do ponto de vista dos historiadores, do que a descoberta e a análise de um fundo documental desconhecido ou pouco explorado. O quarto ponto é uma decorrência do anterior. Os avanços no campo historiográfico só ganham relevância quando estão acompanhados por um acréscimo de informações documentais. Por isso, pode-se dizer que o conhecimento histórico é visto e tratado como um saber cumulativo, é com o acréscimo de pesquisas empíricas que a historiografia avança. Tudo isso cria uma situação muito curiosa, na qual não é necessário nenhum exercício de pensamento, mas apenas o trabalho sistemático sobre as fontes, para alcançar uma verdade histórica. A riqueza de uma pesquisa não é medida por aquilo que ela cria, inova, subverte, mas por aquilo que ela acrescenta, novos fatos, novos dados, novos materiais. Cada pesquisa segue o modelo anterior, de maneira a garantir uma tranqüila coerência do discurso historiográfico. Não há espaço para criar, há apenas repetições, clausuras do pensamento. Nesse sentido, uma idéia que me parece rica de possibilidades foi enunciada por Michel Foucault. Vale a citação: Eu nunca escrevi nada além de ficções, e tenho perfeita consciência disso. Apesar de tudo, eu não gostaria de dizer que estas ficções estão fora da verdade. Acredito que seja possível fazer funcionar a ficção no interior da verdade, de introduzir os efeitos de verdade com um discurso de ficção e, assim, fabricar, no discurso da verdade, alguma coisa que ainda não existe, o ficcionalizando. Podemos ficcionalizar a história a partir de uma realidade política que a torna verdadeira, e ficcionalizamos uma política que ainda não existe a partir de uma verdade histórica. A potência da ficção pode servir como um contraponto à miséria do pensamento acadêmico. Fazer ficção não significa escrever literatura (mesmo porque seria esperar demais dos historiadores!), mas utilizar o pensamento como exercício, como invenção, criação e recriação. Significa forçar as fontes, deturpá-las, subvertê-las, ignorá-las. É lembrar que a verdade sempre está ligada ao poder, que o poder cria regimes de verdade, por isso criar novas verdades significa também criar novos poderes, novas relações. Para tanto, é necessário abrir mão de métodos rigorosos, ousar um pouco mais em terrenos menos seguros do que o terreno dos modelos. Esta perspectiva, é claro, abre um campo difícil de definir e capturar, implica em problemas complexos e pode proporcionar resultados insatisfatórios. Afinal, atacar a sacralidade dos documentos é também mirar no centro que sempre estruturou o discurso historiográfico. Mas, no quadro de nossa miséria intelectual não deixa de ser uma perspectiva que me parece inspiradora.

Caso dos Irmãos Naves

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O caso dos Irmãos Naves, de Luis Sérgio Person, pode ser visto como um contraponto daquilo que falei a respeito de Gran Torino. O trabalho de Person é baseado em um caso verídico (o caso foi relato em livro, de autoria do advogado de defesa, o qual serviu de base ao roteiro do filme) que aconteceu no interior de Minas Gerais, em 1937. Os irmãos Naves eram dois lavradores que formaram uma sociedade com um terceiro, Benedito Pereira Caetano, para manter um caminhão que lhes ajudasse a negociar seus produtos. O problema, porém, é que Benedito se meteu num péssimo negócio de arroz, comprando uma grande quantidade do suprimento num momento de queda acentuada do preço. Sua esperança era que logo viesse uma alta e, com isso, pudesse amealhar um belo lucro. A alta não veio e Benedito foi obrigado a vender todo seu estoque, amargando um prejuízo significativo. Após vender tudo, ainda com o dinheiro em mãos (90 contos de réis, um valor muito elevado), Benedito sumiu misteriosamente. Os irmãos Naves e os familiares do rapaz foram buscar auxilio na justiça, esperando encontrar o sumido. Mas, o delegado encarregado do caso não encontra nenhuma evidência que possa auxiliar nas investigações. Pouco mais tarde, um novo delegado assume as funções policiais da região, dando novos rumos aos trabalhos. O novo delegado era o tenente militar, famoso pela truculência, Francisco Vieira dos Santos, que assumiu o caso com uma forte convicção: o desaparecido Benedito, na realidade, estava morto e os responsáveis eram os irmãos Naves, que cometeram o crime por ganância, atrás dos 90 contos de réis. Nada podia abalar a convicção de Vieira dos Santos, ainda que não houvesse nenhuma evidência material do crime, nem corpo, nem arma, nem nada. Para ele, bastava um pouco de autoridade e força para que as evidências fossem encontradas. O filme acompanha de perto todo o desenrolar do caso, se concentrando especialmente na ação do tenente e na tentativa de um advogado da cidade, João Alamy Filho, em inocentar e proteger os dois irmãos. A violência da justiça só faz crescer ao longo da história. O tenente manda prender e torturar os dois irmãos, sua mãe, seus conhecidos, suas esposas, chegando até a ameaçar o próprio advogado. A truculência produz resultados, quebrando toda a resistência dos envolvidos, que acabam confessando todo o crime. A lógica do tenente se mostra soberana, a confissão apenas confirma tudo aquilo que ele já sabia desde o início. Os desvarios da justiça, é claro, não se limitam apenas aos métodos investigativos, mas até mesmo os juízes envolvidos no caso se envolvem nos arbítrios. Todo o aparelho da justiça cede ao método investigativo e a inexistência de qualquer prova material não se torna um entrave para a formalização das denúncias, o julgamento e a tentativa de condenação dos irmãos Naves. Nenhuma garantia legal (como os reiterados pedidos de habeas corpus apresentados por Alamy) consegue fazer frente à presença de Vieira dos Santos. Ainda assim, Alamy consegue levantar provas, argumentos e fatos suficientes para demonstrar rigorosamente a inocência dos envolvidos no processo, convencendo até mesmo o júri popular. O apoio da população acaba impondo um limite ao desmando e, ao final do julgamento, saiu o veredicto da absolvição. Entretanto, o sistema judiciário de então não concedia soberania de decisão ao júri, permitindo a revisão do caso, desde que não houvesse uma decisão unânime (o que não aconteceu: os dois julgamentos acabaram com um placar de 6 votos a 1 pela absolvição dos irmãos Naves). Com isso, o processo parou nas instâncias superiores, saindo da alçada da justiça local. Os procedimentos seguintes foram baseados exclusivamente nas apreciações iniciais do juiz da localidade, que comprou inteiramente a versão apresentada pelo tenente. Por conta disso, o Tribunal de Justiça revogou a decisão favorável e condenou os dois irmãos a 25 anos e meio de prisão pelo assassinato de Benedito. Os apelos do advogado conseguiram apenas diminuir o tempo de prisão. O desfecho acabou sendo catastrófico para os dois. Após cumprirem suas penas, ambos saíram da prisão acabados, um deles morreu pouco depois, num asilo onde vivia em função de sua saúde debilitada. O outro seguiu buscando provas da sua inocência, as quais acabaram se revelando. Em 1952, cerca de 15 anos após o ocorrido, o famigerado Benedito foi encontrado vivo. A justiça foi obrigada a reconhecer que cometeu um grave equivoco, concedendo inclusive uma indenização pecuniária (após outra longa briga) em 1960. O filme vai desvelando, pouco a pouco, todo o processo de arbitrariedade que rege o funcionamento institucional da justiça brasileira. Apesar de situar claramente no tempo todo o ocorrido, o filme começa mencionando o impacto do Estado Novo na normalidade institucional (o que não deixa de estar relacionado com o período de produção do filme, 1967, quando ocorria um novo processo de afirmação de um governo autoritário), não deixa de ser uma eloqüente reflexão sobre o autoritarismo difuso que permeia nossa vida institucional. A situação apresentada por Person mostra muito bem os limites de funcionamento da racionalidade burocrático na experiência institucional brasileira. Esta racionalidade baseada, segundo Max Weber, em princípios técnicos, calculados, operacionalizados por uma burocracia que domina um saber específico, segundo princípios impessoais e universais, visa, sobretudo, atingir os fins mais racionais e econômicos, entendidos como a melhor forma de realização da justiça e de manutenção da ordem social através de uma ação institucional. O que se revela na ação do tenente, porém, é a subversão dessa lógica: a investigação foi baseada apenas em princípios pessoais, sustentada pela certeza da culpabilidade dos acusados. É a pura manifestação do homem cordial brasileiro. A culpa não parte dos fatos, mas na crença meio intuitiva, meio afetiva, que nasce no seio daquilo que temos de mais intimo, o coração. A violência e o autoritarismo dessa lógica se mostram como verdadeiros entraves ao funcionamento institucional do Estado brasileiro. O horror do filme vai muito além de uma situação pontual de exceção, pois não adianta acreditar que situações como o caso dos Irmãos Naves só acontecem em decorrência da existência de um governo autoritário. O choque provocado pelo filmes vem da cotidianidade daquela situação, naquilo que sabemos que se repete a todo momento. Basta citar, por exemplo, a matéria publicada no Estado de São Paulo de hoje (Mutirão do CNJ liberta 4,7 mil em 1 ano e Bahia volta a prender só para averiguar, como na ditadura, caderno Metrópole, 15/08/2009), na qual vemos relatos de todo tipo de arbitrariedade e violência no exercício da justiça brasileira, com situações análogas ao que foi retratado na obra de Person. A percepção dessa situação cria uma representação do social completamente inversa daquilo que falei sobre o Gran Torino. A experiência institucional, longe de sinalizar para a construção de um sentido social estável e menos violento, aparece como a fonte da própria violência. E a ação individual se mostra incapaz de subverter a lógica social mais global, ainda que o advogado Alamy seja retratado como o grande justiceiro do filme – o único indivíduo que ousou combater o desmando das autoridades – no final das contas ele não consegue impedir que a violência se realize, não consegue parar com a tortura cruel, não consegue impedir a punição, não consegue restituir a dignidade das vidas arrasadas. Mesmo o reconhecimento do erro não surge como uma grande vitória, mas uma bela vitória de pirro. A expectativa de justiça, num universo como esse, se mostra extremamente frágil e pouco confiável. A atualidade do filme de Person, o diretor mais genial do cinema brasileiro, é total para qualquer um que acompanhe a vivência institucional brasileira. Todo espaço institucional (a justiça, a escola, o hospital, etc.) é marcado por essa experiência de desinstitucionalização, de apropriação pessoal e cordial, o que alimenta toda uma corrente de violência, desmandos e pequenos (e grandes) autoritarismos cotidianos. Os casos extremos apenas chocam com mais força, mas basta andar um pouco pelas salas de aula para perceber os efeitos menos evidentes dessa situação. O idealismo da justiça como um ente universal, garantido pela existência de mecanismos institucionais estruturados em torno do Estado, desmorona rapidamente. O problema é que com esse desmoronar fica um vazio a ser preenchido. Isso o filme de Person não aponta, o que torna sua obra ainda mais significativa, já que não tenta responder a sua reflexão com uma saída de mestre.

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