Como muita gente chega aqui procurando informações sobre a Festa do livro da USP (que ocorreu até 2010 na FFLCH), deixa eu divulgar isso: as datas da feira já estão confirmadas pela EDUSP e algumas editoras também estão divulgando o evento. Ele ocorrerá entre os dias 12 e 14 de dezembro e será novamente no espaço da POLI, dentro da Cidade Universitária. Quando tiver mais informações, como a lista de editoras ou o local exato do evento, volto a divulgar aqui. Lembrando que a festa oferece uma grande variedade de títulos, de inúmeras editoras, com pelo menos 50% de desconto

Saiu a lista das editoras e o mapa da feira: http://www.edusp.com.br/festadolivro/

Sobre os protestos contra o SOPA e o PIPA

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Dia 18 de janeiro de 2012 foi a data escolhida para a realização de protestos globais contra a aprovação do SOPA (Stop Online Piracy Act) e do PIPA (PROTECT IP Act) nos EUA. Ambos os projetos de lei visam a elaboração de dispositivos legais que atuem no combate à pirataria e a livre circulação de artefatos culturais pela internet. O grande problema é que para combater tais práticas as leis garantiriam amplos poderes de controle e fiscalização sobre a internet. Esse controle possibilitaria a retirada de sites ou serviços no caso de suspeita de colaboração na transmissão de arquivos sem o pagamento dos direitos intelectuais. Até mesmo sites que não realizam diretamente o compartilhamento de arquivos, como o twitter, facebook, youtube, google, amazon, etc., poderão sofrer punições e represálias segundo as medidas previstas nos projetos de lei. Medidas simples, como por exemplo, usar um trecho de uma música num vídeo caseiro, ou utilizar uma imagem numa obra artística, também poderão sofrer punições. Por isso, a aprovação dessas leis significaria um duro golpe na liberdade de circulação e criação da internet. O usuário doméstico será o mais afetado, mesmo aquele que não realiza atividades consideradas ilícitas ou pirataria. É contra esse risco que foi realizado o protesto, no qual inúmeros sites e serviços bloquearam voluntariamente o acesso aos seus conteúdos durante o dia 18. Este blog participou dessa ação e também bloqueou o acesso aos seus textos em protesto contra a aprovação das leis. Vale lembrar que no Brasil existe um projeto de lei semelhante, conhecido como AI5-digital e sua aprovação também poderá implicar em grandes restrições da liberdade de circulação na internet e no direito de compartilhamento de informações e ideias. É igualmente importante a organização e o protesto contra a aprovação dessa proposta nacional.

Para mais informações sobre as leis americanas, recomendo o acesso aos seguintes links:

http://www.derechoaleer.org/2011/11/infografia-otra-vez-sopa.html

http://meganao.wordpress.com/2012/01/13/entenda-os-problemas-do-sopa-para-o-brasil-e-o-mundo/

http://www.youtube.com/watch?v=K3ORTCseHD8

http://www.trezentos.blog.br/?p=6642

http://movethatjukebox.com/anti-sopa/

Minha lista dos melhores filmes de 2011

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Esta é a minha primeira lista de melhores. Segui uma regra bem simples para selecioná-la: apenas os filmes que passaram pelo circuito comercial brasileiro, o que significa que descartei inúmeros filmes ótimos que assisti em festivais e principalmente na Mostra de Cinema de São Paulo. Além disso, preferi não classificar os filmes, afinal é difícil dizer qual desses é o primeiro ou qual é o segundo. Por isso, ordenei a lista apenas em ordem alfabética. Finalmente, gostaria muito de ter visto o Isto não é um filme, do diretor iraniano Jafar Panahi, tinha grande esperança de incluir este na lista. Infelizmente, perdi o filme no cinema e não pude encontrá-lo em parte alguma. Fora este, não acredito que incluiria nenhum outro filme que não consegui ver. Abaixo segue a lista, inclusive com o link no caso de ter escrito algo sobre o filme.

1. ALÉM DA VIDA, de Clint Eastwood

2. AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho


3. CÓPIA FIEL, de Abbas Kiarostami

4. O GAROTO DA BICICLETA, de Jean-Pierre e Luc Dardenne

5. UM LUGAR QUALQUER, de Sofia Coppola

6. MEIA-NOITE EM PARIS, de Woody Allen

7. MELANCOLIA, de Lars Von Trier

8. A PELE QUE HABITO, de Pedro Almodóvar

9. POESIA, de Lee Chang-Dong

10. TIO BOONME, QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS, de Apichatpong Weerasethakul

Lançamento da nova versão do site Cinefilia

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Hoje foi relançado o site de cinema Cinefilia. A nova versão passou por uma completa reformulação gráfica e também de conteúdo. Do ponto de vista visual, a nova versão é mais enxuta e muito melhor trabalhada. Porém, a grande mudança é no conteúdo. Agora o site contará com especiais mensais, mas também com críticas de filmes no circuito comercial e obras clássicas. O primeiro especial é sobre a filmografia de Eric Rohmer. Colaboro com três textos para o especial. Na sessão de críticas, também colaboro no debate sobre o Melancolia. A equipe de colaboradores é muito diversificada e de grande talento. Isso ajuda a criar um espaço amplo de discussão e reflexão sobre cinema. Quem se interessar, faça uma visita, o site ficou bem bonito e interessante.

 

O endereço do site é: http://www.cinefilia.net/porfalaremcinema/



A lição do pós-estruturalismo, uma vez assimilada pelos historiadores, parece poder sintetizar-se numa só frase: os acontecimentos, as estruturas e os processos do passado não se distinguem das formas em que se representam nas fontes documentais, dos discursos que os constituem, enfim dos textos. E um texto é apenas mais uma versão, mais outra forma de regresso a uma viagem sem princípio ou fim. O texto inicial dissolve-se na referência a outros, não importa se com o rótulo de ficcionais ou realistas. Qualquer leitura documental torna-se eminentemente intertextual. Ora, e porque não estabilizamos este ou aquele texto no passado histórico, o que teremos dele são apenas interpretações, e interpretações mais ou menos plausíveis. Consequentemente, os critérios verdadeiro-falso não se podem aplicar à historiografia. Os únicos protocolos analíticos relevantes são os de ordem estética, e não mais os normativos de cariz epistemológico. A conclusão: o passado não existe por si, é apenas uma realização com a assinatura, no presente, do respectivo historiador, o qual se descobre agora num ofício bem mais criativo, posto que também a história terá de viver sem o seu ponto de Arquímedes

(Jorge Ramos do Ó, O Governo de si mesmo, p. 90)

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