Uma introdução…

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Em 2001 comecei meu curso de História. Tinha grandes expectativas e estava bastante ansioso pelo início das aulas. Minha ansiedade juntou-se com uma imensa curiosidade em conhecer aquele mundo desconhecido para mim, a academia. Esse encantamento inicial durou bastante, acho que os 4 anos da minha graduação. É claro que vez ou outra sofria um golpe, um pouco de desilusão aqui, um pouco ali, mas ia me decepcionando com as pessoas, nunca com a instituição. Enfim, terminei meu curso e logo em seguida entrei no mestrado. Continuava estudando História, aquilo que tanto tinha me interessado. No entanto, foi nesse ponto, quando finalmente era um historiador, fazia pesquisa e deveria escrever uma dissertação, um trabalho meu, com minhas idéias, foi nesse ponto que comecei a sentir uma profunda desilusão, algo angustiante e que me faz sentir meio perdido. Suas razões são muito complexas, não pretendo explorá-las aqui. Basta dizer que quase tudo que tentei fazer tem sido abordado pelo espaço que a dissertação ocupa, ou deveria ocupar, na minha vida. Não que eu trabalhe exaustivamente nela, claro que não. Mas a angústia e a sensação de estar perdido torna tudo muito pesado. Acabei desistindo de muitas coisas, muitas mesmo. Meu mestrado, em um certo sentido, representa todas as expectativas que tinha quando comecei a estudar aquilo que eu realmente gostava. Por isso me angustia tanto minha desilusão. Enfim, esse blog é uma tentativa de resgatar algumas coisas que perdi, ou quem sabe encontrar novas coisas. Tentarei escrever aqui tudo aquilo que não posso escrever na minha dissertação. Vou tentar tratar dos filmes, livros, músicas, jogos de futebol, coisas que me agradam e me fazem bem. Um contraponto ao texto acadêmico… quem sabe.

PS: O nome do blog é uma homenagem a uma idéia genial de um amigo… nunca me senti tanto como um verdadeiro ababelado…

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One Comment to “Uma introdução…”

  1. Renata disse:

    Que bonito, belo motivo para começar algo! Um impulso criativo gerado de um descontentamento.
    “E mesmo assim gira!” já dizia Galileu.

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